Sobre a forma de trabalhar
Atendo pessoas que procuram psiquiatria por razões distintas — sofrimento que não passa, dúvidas de longa data sobre o próprio funcionamento, preocupações com um filho ou filha, uma hipótese diagnóstica que precisa ser examinada com mais cuidado. Em todas essas situações, o ponto de partida é o mesmo: tempo suficiente para entender o caso antes de concluir.
A consulta não se encerra na prescrição ou na emissão de um parecer. Ela faz parte de um trabalho clínico mais amplo, que envolve escuta qualificada, formulação do caso, comunicação precisa e continuidade ao longo do tempo — com revisões quando o quadro muda ou quando o tratamento precisa ser ajustado.
Minha formação foi construída em contextos de alta complexidade clínica, com contato direto com quadros graves e manifestações psicopatológicas amplas. Essa base sustenta o trabalho clínico que realizo hoje em consultório: uma psiquiatria atenta ao detalhe, à história da pessoa e ao funcionamento singular de cada caso.