Sobre o médico

Uma prática clínica orientada por escuta, formulação cuidadosa e continuidade.

Psiquiatria para adultos, crianças e adolescentes, em Curitiba e por telemedicina.

Dr. Ícaro Pires · psiquiatra · CRM-PR 45070

Dr. Ícaro Pires em ambiente de consultório

Sobre a forma de trabalhar

Atendo pessoas que procuram psiquiatria por razões distintas — sofrimento que não passa, dúvidas de longa data sobre o próprio funcionamento, preocupações com um filho ou filha, uma hipótese diagnóstica que precisa ser examinada com mais cuidado. Em todas essas situações, o ponto de partida é o mesmo: tempo suficiente para entender o caso antes de concluir.

A consulta não se encerra na prescrição ou na emissão de um parecer. Ela faz parte de um trabalho clínico mais amplo, que envolve escuta qualificada, formulação do caso, comunicação precisa e continuidade ao longo do tempo — com revisões quando o quadro muda ou quando o tratamento precisa ser ajustado.

Minha formação foi construída em contextos de alta complexidade clínica, com contato direto com quadros graves e manifestações psicopatológicas amplas. Essa base sustenta o trabalho clínico que realizo hoje em consultório: uma psiquiatria atenta ao detalhe, à história da pessoa e ao funcionamento singular de cada caso.

O que orienta o trabalho

Quatro princípios que se traduzem em cada atendimento.

01

Compreender antes de concluir

O diagnóstico em psiquiatria não é um nome que se aplica; é uma formulação que se constrói. Isso pede tempo, informação suficiente e disposição para revisar hipóteses à medida que o quadro se revela. Conclusões precipitadas costumam fechar perguntas que ainda precisavam ser feitas.

02

Nomear com responsabilidade

Nomear o que acontece com precisão é parte do cuidado — mas nomear cedo demais, ou com menos informação do que o caso exige, não ajuda. Prefiro nomear quando há clareza suficiente para que o nome oriente o tratamento, e não apenas organize uma conversa.

03

Escuta como parte da formulação clínica

Escutar, aqui, não é gentileza decorativa. Escutar é o instrumento pelo qual o caso se apresenta — sintomas, história, contexto e funcionamento no dia a dia. Sem escuta suficiente, a formulação clínica perde consistência.

04

Continuidade como parte do cuidado

Condições psiquiátricas raramente se resolvem em uma consulta. O acompanhamento ao longo do tempo — com revisão periódica do tratamento, ajustes quando necessário e comunicação clara em cada etapa — é o que torna o cuidado efetivo.

Um cuidado com método

Cada atendimento segue uma lógica clínica previsível, que busca dar ao paciente — e à família, quando é o caso — referência clara sobre o que foi compreendido, o que foi proposto e o que se espera ao longo do tempo.

  • Avaliação

    As primeiras consultas são dedicadas a compreender o caso com o tempo que ele exige — sintomas, história de vida, contexto, funcionamento atual e elementos do desenvolvimento. Em situações mais complexas, esse processo pode se estender por mais de um encontro.

  • Formulação

    A partir da avaliação, organizo uma compreensão clínica do caso: o que parece estar em jogo, quais hipóteses diagnósticas fazem sentido, o que precisa ser diferenciado, e qual direção de tratamento se desenha. Essa formulação é comunicada de forma clara ao paciente e, quando se trata de criança ou adolescente, à família.

  • Acompanhamento

    O tratamento é conduzido com continuidade. As consultas seguintes revisitam o que foi formulado, ajustam o plano conforme a evolução e abrem espaço para o que emerge ao longo do percurso.

  • Integração com outros profissionais

    Quando o cuidado envolve outros profissionais — psicoterapeutas, neuropsicólogos, pediatras, escola — a comunicação entre as partes é cuidada. Um bom cuidado psiquiátrico, muitas vezes, depende da qualidade da articulação com quem mais está envolvido.

Eixos de atuação

A formação dupla permite acompanhar o desenvolvimento humano em diferentes fases — sem descontinuidade entre o que se vê na infância e o que aparece na vida adulta.

Adultos

Psiquiatria do adulto

Atendimento a adultos com diferentes demandas clínicas — transtornos do humor e da ansiedade, TOC, sofrimento de desempenho, dúvidas sobre funcionamento cognitivo, avaliações relacionadas ao neurodesenvolvimento (TDAH, autismo em perfis de maior autonomia, altas habilidades) e acompanhamento de quadros mais complexos.

Crianças e adolescentes

Psiquiatria da infância e adolescência

Avaliação e acompanhamento de crianças e adolescentes, com especial atenção a dificuldades emocionais, quadros ansiosos, questões do desenvolvimento e do funcionamento escolar. A avaliação é conduzida em etapas, conforme a idade e a necessidade clínica, de modo que a formulação considere o que a família traz, o que a criança ou adolescente apresenta diretamente, e o contexto em que o quadro aparece.

Pais e famílias

Orientação a pais e responsáveis

Parte do cuidado em psiquiatria infantojuvenil envolve orientação direta a pais e responsáveis — não como consulta complementar, mas como componente ativo do tratamento. Pais bem informados sobre o que está sendo trabalhado tornam-se aliados no cuidado da criança ou adolescente.

Quem costuma procurar

Sem pretender descrever todos os casos — apenas sinalizar as situações que, com mais frequência, chegam ao consultório.

  • Pessoas que já passaram por outros atendimentos e sentem que o caso ainda não foi compreendido com a profundidade que desejam.

  • Adultos com dúvidas de longa data sobre o próprio funcionamento — dificuldades de atenção, organização, sensibilidade sensorial, traços do desenvolvimento — que buscam uma avaliação feita com tempo e critério.

  • Pais e responsáveis preocupados com um filho ou filha e que procuram uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, conduzida em etapas, com explicação clara do que foi compreendido.

  • Pacientes em acompanhamento contínuo que valorizam continuidade, comunicação clara e revisão periódica do tratamento.

Trajetória e formação

A aproximação com a psiquiatria não aconteceu como um evento isolado. Foi um processo.

A graduação em medicina, concluída entre 2008 e 2013, foi seguida por uma especialização em Saúde da Família, realizada entre 2013 e 2014 pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Esse percurso ampliou o contato com realidades clínicas diversas e reforçou a importância do contexto, da escuta e da continuidade de cuidado na prática médica.

A residência médica em Psiquiatria, realizada entre 2015 e 2018 no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói (RJ), consolidou esse caminho de forma decisiva. A formação ocorreu em cenário de alta complexidade clínica, com contato intenso com quadros graves, crises, urgências e manifestações psicopatológicas amplas — incluindo apresentações pouco frequentes.

Na sequência, a residência médica em Psiquiatria da Infância e Adolescência, realizada entre 2018 e 2019 no CEPAI — Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência, em Belo Horizonte (MG), ampliou a formação no outro extremo da vida mental — a criança como sujeito em desenvolvimento, o adolescente em formação de identidade e a família como parte do campo clínico.

Essa trajetória permite hoje uma leitura do desenvolvimento humano sem descontinuidade: o que aparece no adulto com frequência tem raízes no desenvolvimento, e o que se vê na infância pede compreensão também de seus possíveis desdobramentos. Ao longo do percurso, desenvolvi interesse particular por temas do neurodesenvolvimento — TDAH, autismo em perfis de maior autonomia, altas habilidades — e pela forma como funcionamento cognitivo, sofrimento psíquico e história de vida se entrelaçam em cada caso.

Credenciais e produção científica

Registro profissional

CRM-PR 45070 Médico — Conselho Regional de Medicina do Paraná
RQE 27615 Especialista em Psiquiatria Geral
RQE 27649 Área de Atuação em Psiquiatria da Infância e Adolescência

Residências médicas

Psiquiatria Hospital Psiquiátrico de Jurujuba — Niterói (RJ) · 2015–2018
Psiquiatria da Infância e Adolescência CEPAI — Centro Psiquiátrico da Infância e Adolescência, Belo Horizonte (MG) · 2018–2019

Produção científica

Seleção de trabalhos apresentados em congressos nacionais e áreas afins.

  • Síndrome de Lujan-Fryns em paciente transgênero. Gurgel N, Pires I, Simões G, Gurgel WS.
  • O processo de inclusão escolar e autismo: relato de caso. Congresso ABENEPI.
  • Síndrome de Cotard associada a Clérambault: relato de caso. Congresso Brasileiro de Psiquiatria.
Palavra do médico

Em psiquiatria, a diferença entre um cuidado que faz sentido e um que não faz costuma estar no que antecede a conduta: o tempo dado à escuta, a disciplina da formulação e a honestidade com o que ainda não se sabe.

Uma boa clínica não se apressa em concluir. Ela também não se exime de concluir quando há clareza suficiente. O critério para essa decisão é o que sustenta o cuidado ao longo do tempo.

É essa clínica que procuro praticar.

— Dr. Ícaro Pires

Para conhecer a forma de atendimento

As páginas "Como funciona a consulta" e "Atendimentos" detalham o funcionamento da primeira consulta, das consultas de seguimento e dos atendimentos de crianças e adolescentes.

Ou veja como o atendimento é conduzido em detalhes na página "Como funciona".